segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Um painel de recortes, um quadro de fotos e um caderno azul.


Não é muita coisa, mas é toda a diferença. Sabe ? Toda a diferença que as pessoas procuram. 
Todos somos iguais, todos somos diferentes. O que mudam são os detalhes, e apenas eles podem fazer alguém único.
Não perfeito, porém único. Assim como o meu painel de recortes incompleto, meu quadro de fotos vermelho a organizar e o meu caderno azul de pequenas narrações. São pequenas coisas como essas que fazem a diferença. 
Eu, particularmente, acho o simples, extraordinário :D

Um pequeno espaço para um Saukerl.

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS. Você certamente já deve ter ouvido falar.
Não posso dizer que é o melhor livro de todos, mas me tocou. Sério, isso não é fácil - não a ponto dos olhos se encherem de lágrimas pelo menos.

"É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
*Uma menina
*Algumas palavras
*Um acordeonista
*Uns alemães fanáticos
*Um lutador judeu
*E uma porção de roubos."
Quem já leu, deve saber a razão de eu ter dedicado um post à melhor parte de Rudy Steiner. Quem não leu, deveria descobrir..




Os trechos abaixo não são recomendados a quem pretende ler o livro num futuro próximo (?) Ou talvez sejam um ótimo atrativo.. - fica a dica, você escolhe (:
"Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para a sua sepultura sem eles."

"No começo, Liesel não conseguiu dizer nada. Talvez fosse a súbita turbulência do amor que sentiu por ele. Ou será que sempre o tinha amado? Era provável. Impedida como estava de falar, desejou que ele a beijasse. Quis que ele arrastasse sua mão e a puxasse para si. Não importa onde a beijasse. Na boca, no pescoço, na face. Sua pele estava vazia para o beijo, esperando.
Anos antes, quando os dois havia apostado corrida num campo lamacento, Rudy era um conjunto de ossos montado às pressas, com um riso irregular e hesitante. Sob o arvoredo, nessa tarde, era um doador de pão e ursinhos de pelúcia. Um tríplice campeão de atletismo da juventude Hitlerista. Era seu melhor amigo. E estava a um mês de sua morte.
- É claro que falei de você com ele - disse Liesel.
Estava se despedindo, e nem sabia."

"O menino do avião, pensei. O do ursinho de pelúcia.
(...)
Observei por um instante o conteúdo de sua alma, e vi um menino pintado de preto, gritando o nome de Jesse Owens ao cruzar uma fita de chegada imaginária. Vi-o afundando até os quadris em água gelada, perseguindo um livro, e vi um garoto deitado na cama, imaginando que gosto teria o beijo de sua gloriosa vizinha do lado. Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar."

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tem que acontecer

"Não fui eu nem Deus
Não foi você nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer
Tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim."
 Sérgio Sampaio.