Somos tão ligados à opinião pública quanto... ao nosso ego, sei lá. O mais interessante é que nem sempre sabemos como agir e as coisas nunca dão certo quando alguém está olhando (mas isso é assunto para um outro post, quem sabe).
Um lindo exemplo? Os encontros em corredores.
"Os corredores são uma invenção recente. Passar ao lado de alguém envolve uma abordagem direta, que o homem paleolítico considerava ameaçadora. Ultrapassar uma pessoa significa invadir seu espaço particular, o que o homem paleolítico considera provocação. E esta pessoa é amiga ou uma estranha? O homem paleolítico jamais a deixaria penetrar em seu território sem uma luta. Douglas Adams e John Lloyd descrevem uma estranha forma de etiqueta que evoluiu nos corredores.
*Corriearklet : O momento no qual duas pessoas, aproximando-se de extremidades opostas de um longo corredor, se reconhecem mutuamente e, imediatamente, fingem que não se reconheceram. Isso é para evitar o penoso constrangimento de continuarem se reconhecendo por toda a extensão do corredor.
*Corriedoo : O momento crucial do falso reconhecimentono no encontro em um longo corredor. Embora as duas pessoas estejam perfeitamente cientes de que a outra está se aproximando, precisam finjir um súbito reconhecimentono momento certo. Elas agora olham para cima com um sorriso cristalino como se tivessem visto a outra pela primeira vez (e ficam particularmente encantadas com isso), exclamando "Ooollááá!", como se quisessem dizer "Meu Deus! Você por aqui!!! Ora, eu nunca poderia imaginar... Quase me matou de susto!!!"
*Corrievorrie : A etiqueta do corredor exige que, uma vez que um *corriedoo foi declarado, o corrievorrie deve ser empregado. Os dois protagonistas agora precisam ornamentar sua abordagem com uma constrangedora combinação de acenos, sorrisos, caretas idiotas, imitações de pirata e meneios da cabeça de um lado para o outro enquanto sustentam o olhar da outra pessoa, até que o sorriso desapareça de suas expressões e que, com um grande alívio, elas passem ao lado uma da outra.
*Corriecravie : Para evitar os horrores do *corrievorrie, geralmente o corriecravie é empregado. Este é o processo covarde, porém altamente abilidoso, no qual os dois protagonistas continuam se aproximando enquanto continuam finjindo que não repararam um no outro - isso pode ser feito mantendo os olhos fixos nos próprios pés, franzindo a testa para uma folha de papel ou analisando cuidadosamente as paredes, demonstrando profunda irritação.
*Corriemoillie : A aterrorizante sensação, num encontro em um longo corredor, quando os protagonistas imadiatamente se dão conta de que se atiraram cedo demais no *corriedoo, e que ainda estão separados por uns bons cinco metros de distância. Eles ficaram envergonhados pelo fingimento do *corriecravie e decidiram fazer uso do *corriedoo porque se sentiram tolos. Isso é um erro, pois o *corrievorie fará com que pareçam ainda mais idiotas.
*Corriemuchloch : Palavra que descreve o tipo de pessoa que consegue transformar numa confusão total a simples atividade de andar em um corredor."
Fonte: Por que o pão sempre cai com a manteiga para baixo, de Richard Robinson.
Depois de ler, é impossível não querer compartilhar (:
A solução pra questão pão-manteiga-chão é bem simples: é só amarrar um gato do lado sem manteiga e, concerteza, vai cair com a manteiga para cima.
ResponderExcluirComprovadamente comprovado :D
Faz muito sentido, Matheus *.* Você é um gênio! rs.
ResponderExcluirDifícil vai ser comer o pão com aquele tempero especial de pêlo de gato...